Programa Vi-vendo é apresentado para representantes do Primeira Infância Melhor

Extensão do programa UCPel Mais Saudável, o projeto Vi-vendo foi apresentado para a supervisora do Programa Estadual Primeira Infância Melhor (PIM) na região de Pelotas, Sandra Nique. A intenção do responsável pelo projeto da UCPel, médico e professor Roni Quevedo, é que o teste de acuidade visual que utiliza a escala de Snellen seja aplicado durante as visitas domiciliares dos monitores do PIM.
O teste de visão proposto por Quevedo pode ser aplicado por qualquer pessoa que receba treinamento e é destinado para crianças entre 5 e 14 anos. De acordo com o médico, cerca de 10% de crianças em idade escolar apresentam algum tipo de deficiência na visão. “Com a inclusão do Vi-vendo no PIM, pretendemos atingir as crianças de 5 e 6 anos e até seus familiares que possuam problemas de visão”, comenta.         
De acordo com a supervisora do PIM em Pelotas, o primeiro passo para unificação do projeto da UCPel ao programa estadual deverá ser a sua apresentação em reunião do grupo técnico. “Vamos levar a proposta do representante da UCPel para ser discutida e analisada. Caso seja aprovada, poderemos pensar na implantação de um projeto-piloto”, informou. 
Da reunião, que também contou com a presença das técnicas do PIM, Letícia Boeiro e Rosana Nobre, ficou acertada a possível ida de Quevedo a Porto Alegre para apresentar o Vi-vendo ao diretor do Departamento de Ação e Saúde (DAS), Elson Romeu Farias. “Com a visita, o diretor do DAS poderá analisar a inclusão do teste no PIM de todo o Estado”, explicou. 
O teste de visão do programa UCPel Mais Saudável virou projeto de lei e foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Pelotas. No entanto, ainda falta sua regulamentação pela Prefeitura de Pelotas, que determinou a realização de estudo e planejamento para a implantação do programa com segurança e eficácia. 
Como é feito o teste
A aplicação do teste é simples, de baixo custo e pode ser feita em cerca de dois minutos. Para fazê-lo, é preciso a utilização de uma tabela (escala que utiliza a letra E em diversas posições) e que deve ficar a cinco metros da criança. O local também deve ser tranquilo e bem iluminado. “Caso o teste aponte algum problema, ele deve ser repetido em um outro dia, por uma outra pessoa”, recomenda o médico. 
Através do teste, que pode ser aplicado por qualquer pessoa treinada, suspeitas de déficit visual podem ser detectadas e preventivamente tratadas. “Crianças que já nasceram com deficiência visual não sabem que não enxergam e isso pode acarretar uma série de problemas futuros”, comenta. 

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