Projeto Vi-Vendo previne déficit visual em alunos de Pelotas

O projeto Vi-Vendo, que visa a minimizar, prevenir ou mesmo corrigir deficiências visuais entre os alunos da rede municipal de Pelotas, já está sendo desenvolvido. A proposta do médico e professor Roni Quevedo se tornou lei, após ser aprovada pela Câmara dos Vereadores do município, e ainda precisa de regulamentação, mas já aplica o Teste de Acuidade Visual “Escala de SNELLEN” (ópticos em E) em alguns estudantes.

Em 14 e 15 de maio, por exemplo, foi realizada uma triagem com apoio de alunos da Liga de Pediatria do curso de Medicina da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), que tem coordenação de Paulo Patriota. Os testes foram aplicados a estudantes da comunidade pelotense. Escolares de creches da cidade também já receberam a visita de Quevedo e foram testados. O treinamento para que o teste seja efetuado em toda a rede será feito por técnicos da Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas e parceiros – como o programa UCPel Mais Saudável – às equipes das Unidades Básicas de Saúde da cidade.

“Desnecessário estipular valor de investimento para esta proposta tendo em vista o imenso potencial retornável que o projeto contempla: promoção da saúde, prevenção de agravos e tratamento precoce. O déficit visual traz, com certeza, prejuízos no relacionamento da criança tanto na escola como ambiente familiar. Corrigindo ou minimizando este distúrbio, que poderá influenciar diretamente no aprendizado, pretende-se melhorar o rendimento escolar e o convívio social destes escolares”, explica o médico.

A lei, já uma realidade em Pelotas, ao ser regulamentada, atenderá inicialmente todos os pré-escolares e escolares, entre 5 e 14 anos, da rede municipal. Os alunos que apresentarem alteração poderão ser brevemente submetidos a uma avaliação específica e, caso persista o problema, o estudante será encaminhado para teste oftalmológico. O objetivo de Quevedo é ainda estender o projeto a todo o Estado, sem que haja custo aos alunos.

Déficit visual
A deficiência visual acomete, em média, quatro de cada 100 crianças em idade escolar. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 7,5 milhões de crianças em idade escolar sejam portadoras de algum tipo de deficiência visual, mas somente 25% delas tenham algum sintoma referente à dificuldade.

 

Fonte: Sindicato Médico do RS